terça-feira, agosto 3

António Feio

António Feio deixou-nos no passado dia 29 de Julho aos 55 anos de idade depois de uma luta intensa contra o cancro. Foi um enorme actor e encenador português que apesar de nos deixar cedo demais, atravessou gerações.
No fim da vida, que adorava, com a sua atitude de tornar pública a sua brava luta contra a doença, foi uma fonte de esperança e inspiração para todos os que lutam pela sua saúde, bem como para aqueles que pensam que têm problemas ou que a vida não lhes corre como gostariam... Como já alguém disse, e bem, António Feio não perdeu a batalha... Ganhou.
R.I.P.

segunda-feira, maio 3

Pensamento positivo?

O que não me mata há-de me tornar mais forte.

sábado, abril 3

Bj?

É impressionante ver o desprezo com que os jovens de hoje, e não só, tratam a língua portuguesa. O exemplo mais flagrante são as mensagens que se trocam por telemóvel. Na verdade há quem pense que é "cool" escrever cenas com "k" e usar o "x" em vez do "s" (e por aí fora). Não querendo ser desagradável para essas pessoas, acho que é apenas uma maneira de disfarçarem o facto de na realidade não saberem escrever correctamente em português - mais vale enfiar uns "k's" lá pelo meio do que escrever mal a palavra. Ora é esse tipo de pensamento, que vou carinhosamente apelidar de diarreia mental, que colocou este país onde está hoje - algures entre o "x" e o "y" do alfabeto do desenvolvimento mundial. Isto leva a que, actualmente, se possa escrever qualquer parvoíce sem importar se está bem escrito ou não.
Mas se uma pessoa não sabe escrever correctamente, também não lê correctamente. E será que pensa correctamente? Não me parexe...
Como em terra de analfabetos quem tem um olho é que papa as gajas, tenho tentado, de alguma forma, tirar algum proveito deste analfabetismo colectivo. No fim das mensagens escritas que troco com as minhas amigas mando sempre um valente "bj". Elas pensam que estou a mandar um beijo, quando na realidade estou subtilmente a sugerir sexo oral. Até agora não rendeu, mas a coisa há-de entranhar no subconsciente de alguma mais tarde ou mais cedo...

quarta-feira, março 31

Rabinhos de meninos

Embora, felizmente, não seja baptizado, frequentei a catequese durante alguns anos durante a minha infância - graças a deus as catequistas eram todas do sexo feminino. Percebo agora porque é que nos obrigavam a ir à missa e nos diziam que o padre nos queria ver lá. Ainda bem que, não sendo baptizado, não me podia confessar. A ideia de ficar fechado numa cabine escura só com um padre velho é realmente asquerosa e assustadora.
Todos os dias se ouve falar de mais escândalos envolvendo abusos sexuais de menores por parte de padres, cónegos, bispos e dessa corja toda. Acho que é um exagero usar a palavra escândalo, quando é algo perfeitamente usual no meio.
Sempre achei a igreja hipócrita, antiquada e desprovida de sentido da realidade. Um mundo à parte que se alimenta das vidas dos menos afortunados. Se juntarmos a isto uma cambada nojenta e asquerosa de padres velhos a abusar de criancinhas, com que é que ficamos? Ainda por cima estes montes de esterco não pagam impostos nem declaram rendimentos... Que porra de merda é esta? Tá a sair guita do meu bolso para esses anormais? Quantas mais crianças é que terão de ser violadas até se acabar com esta palhaçada? É claro que a culpa é dos fieis... Mas fieis a quê, pergunto eu? A rabinhos tenrinhos? Ganhem juízo por amor de deus... (sim, eu escrevo deus com letra pequena).

segunda-feira, março 29

Gente da minha terra

Gente da minha terra é um programa de Rui Sinel de Cordes que está a passar actualmente na SIC Radical. Vi os 3 primeiros episódios e não consegui parar de rir do primeiro ao último momento. O seu humor negro e assumidamente de mau gosto é uma pedrada no charco neste nosso país de brandos costumes. Sem medo de ferir susceptibilidades e a tocar em temas considerados tabu pela nossa pacata sociedade marinada em hipocrisia, Rui Sinel de Cordes traz efectivamente algo de novo ao humor em Portugal, embora não lhe augure um grande futuro, pois por cá tudo o que é bom acaba depressa...

domingo, março 28

MC Snake

No passado dia 15 de Março, o rapper MC Snake foi morto por um polícia com um tiro nas costas, aparentemente numa operação stop de rotina. Um caso realmente infeliz e lamentável e cujos contornos estão ainda por esclarecer.
Mas será caso para evocar racismo como ouvi em declarações de algumas figuras públicas? E se tivesse sido ao contrário? A vítima branca e o polícia preto?
Acho que todo este ruído de fundo só serve para desviar a atenção do que realmente interessa - a incompetência e falta de preparação das nossas forças de segurança.

R.I.P.